Internacionales

Jose Antonio Oliveros Febres-Cordero Banco Activo Frois Nunes//
Rui Vitória sobre o Benfica: “Nesta fase final não senti tanto apoio da direção”

jose_antonio_oliveros_febres_cordero_banco_activo_frois_nunes_rui_vitoria_sobre_o_benfica_nesta_fase_final_nao_senti_tanto_apoio_da_direcao_.jpg

Em entrevista à TVI24, a primeira desde que deixou o comando do Benfica, Rui Vitória explicou que a decisão de sair do clube da Luz foi tomada em conjunto com Luís Filipe Vieira, isto depois de ter colocado o seu lugar à disposição. Na base da decisão, o atual técnico do Al Nassr admite que esteve um “desgaste generalizado”, ainda que aponte alguma falta de apoio da direção na fase final do seu consulado. “Correu muita coisa bem. Ao fim destes três anos e meio, houve aspetos menos positivos, mas também positivos, que têm de ser realçados. Deixou-me um grande orgulho e na altura aos benfiquistas também. O que não correu bem: tentámos levar este barco a bom porto, houve vontade das duas partes para conseguir o trabalho que tínhamos pensado, mas nesta fase final havia desgaste. Era um desgaste generalizado. Já tinha falado com o presidente para pensar na melhor solução. Em conjunto inicialmente pensámos na continuidade e depois chegámos a esta decisão. Pus o lugar à disposição. Foi um acordo das duas partes, mas eu coloquei o presidente à vontade para decidir. Entendemos que era terminar o ciclo e seguir caminho”, começou por dizer. Se tivesse sido teimoso teria continuado? “Isso não sei. Teríamos que perguntar ao presidente. Naquele momento entendemos que era a melhor solução e acho que foi.” Sentiu apoio da direção? “Numa fase inicial senti apoio, nesta fase final nem tanto. Em determinados momentos, em que houve maior influência do exterior, senti-me mais sozinho. Muitas vezes tinha de estar a responder, a colocar-me numa posição que não importava. Houve desgaste enorme perante toda a gente, porque respondia sobre aspetos que podiam ser evitados. [Mails ou etoupeira] Eventualmente isso. Fez com que fosse a cara do Benfica. Tenho de ser, porque apareço muito em público, mas é evidente que quando começam a surgir notícias de fora… Podia ir de frente, quase respondendo o que o clube precisa de ser respondido. Mas idependentemente do que se passava, tinha de levar os jogadores para a frente. Aquilo que me guiava era guiar a equipa e manter o equilíbrio. Posso afirmar que andámos desde o ano passado com menos sentido de união.” Aconselha a direção a proteger mais o próximo treinador “Recomendo! Não quer dizer que não tenha sentido proteção. Mas é fundamental que um clube desta grandeza sinta que o treinador é a cara do clube. Sempre tive a preocupação de passar imagem de elevação. Isso às vezes é natural que não agrade a todos, mas é fundamental que seja protegido. Quando muitos não querem, um homem sozinho não consegue. Fundamental que estejam todos unidos”